O líder do Democratas no Senado, José Agripino, criticou iniciativa da presidente Dilma Rousseff de propor um plebiscito sobre a realização de uma constituinte exclusiva para a reforma política. Em seu discurso de abertura na reunião com governadores e prefeitos das capitais, a chefe do Executivo propôs “cinco pactos em favor do Brasil” e englobam as áreas social, econômica e política.

Agripino considerou a proposta de um plebiscito “uma manobra diversionista” e lembrou que a reforma política já poderia ter sido feita, se não fosse a própria base do governo no Congresso, que sempre foi contra a tramitação da matéria. “Fazer um plebiscito para o que o Congresso pode fazer? Reforma constitucional só tem quórum qualificado, então, podemos fazer na hora em que nós quisermos, basta que o governo queira e mande sua base votar. Porque o que acontece é que o governo manda que sua base não vote e, não votando, não tem definição de reforma política”, frisou Agripino.

De acordo com o senador, o povo brasileiro pede respostas mais urgentes, como na saúde, educação, transporte, e que o discurso da presidente falhou nesse sentido. “A pauta da sociedade neste momento é mobilidade urbana, preço de transporte coletivo, metrô que não existe. É hospital superlotado, saúde inexistente, educação de má qualidade, corrupção. Isso sim é o que a sociedade está clamando na rua. Reforma política é importante? Sim, mas vamos cuidar dela com o devido amparo legal”, acrescentou.